E se a vulnerabilidade de uma empresa for um factor de rating?

Estando 2018 na recta final, começam a aparecer previsões e decisões para 2019.

2018 está a ser um ano sem precedentes no que toca ao acréscimo na tecnicidade e volume de ataques informáticos, aumentando também o buzz e a discussão em torno do valor que a Ciber Segurança deve ter na estrutura e orçamentação das organizações.

A entrada em vigor do Regulamento Geral da Protecção de Dados (RGPD) em Maio transacto, o data breach no Facebook e o escândalo da Cambridge Analytica, são só alguns exemplos de eventos que fizeram aumentar o volume de pesquisas e discussão em torno da Ciber Segurança, mas ainda assim, as dúvidas são muitas e são muitas as organizações que não encaram com a maior seriedade os factores vulnerabilidade e segurança.

Neste sentido, instituições como a Moody's , a Standard & Poor's e a Fitch anunciam que começarão a ter em conta a vulnerabilidade das organizações a Ciber ataques no cálculo de ratings e encorajam a boas práticas. Este tipo de decisões podem influenciar a banca, seguradoras ou os próprios governos a incluirem a Ciber Segurança nas avaliações de crédito e notoriedade podendo comprometer muitas organizações e instituições que, por várias razões, ainda negligenciam a Ciber Segurança.

É notório um crescimento na preocupação com a Ciber Segurança de sectores e indústrias que não a Ciber Segurança ou o IT mas que dependem destes sectores para o daily business e para o crescimento dos negócios.